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Quarta-feira, Julho 06, 2005




O Frio que vem de dentro...



Quatro homens ficaram presos numa caverna por uma avalanche de neve.
Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro.
Cada um trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.



O primeiro homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude e nas roupas remendadas. Fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou: ¿Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?¿
O segundo homem era negro. Seus olhos eram puro ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático: "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas.



O terceiro homem era o pobre da montanha. Conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou:" Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha."
O último homem trazia no rosto e nas mãos os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido: "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos."
Com estes pensamentos, os homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.

Ao alvorecer, quando os homens do socorro chegaram à caverna encontraram os cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha.
Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe disse:
- O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.



A geada cobriu os campos..não sei de quem é o texto, ouvi na Ana Maria quando mateava e olhava ao longo da minha janela onde um extenso véu gelado caia sobre o imenso verde.Durante o intenso mudar de canais, a Indignação.Depois a noite caiu em seus mistérios onde poucas estrelas rasgaram o escuro. Vieram à furo as questões políticas atuais. Onde todos os que não acenderem a chama do coração morrerão de frio... Que este Brasil seja abençoado..em cada amanhecer....
Com o calor de nossa esperança.. firme e forte...

beijo na palma da mão, com carinho, admiração e respeito..!

.: Bugra:.